
A cor ainda é o vermelho, mas o discurso... quanta diferença!
QUEM TE VIU, QUEM TE VÊ, COMPANHÊRO...Ontem o excelentíssimo senhor presidente
Mr. Louis Ignacious Loolah dah Seelvah resolveu chutar o balde durante discurso e rasgar elogios a dois de seus antigos desafetos políticos: o
Rei do Gado Renan Calheiros [PMDB-AL] e sua cria, o ressuscitado
Fernando Collor [PTB-AL] - o
Fernandinho do Pó ou, simplesmente,
Suposicollor:
- Quero aqui fazer justiça ao comportamento do senador Collor e do senador Renan [Calheiros] que têm dado uma sustentação muito grande ao trabalho do governo no Senado -
coachou o
Sapo Barbudo.
Ok, faltou dizer que o discurso de
Lulinha Peace and Love foi exatamente em
Alagoas, curral político dos distintos senadores em questão.
Gente que está para o castigado estado assim como
José Ato Secreto Sarney está para o Maranhão e
Antônio Carlos Magalhães [o
Toinho Malvadeza] esteve para a Bahia [antes de ser conduzido por um certo
anjo caído - filiado ao
DEMo - ao eterno descanso, alguns andares abaixo].
Ou seja, é praxe a visita limpar a sujeira no tapete antes de adentrar a casa dos anfitriões, ser gentil com eles, fingir não reparar que o lugar está uma bagunça, etc.
Mas o que impressiona em Lula é como ele faz a mesma
política de sindicalista há quase oito anos, só naquela de
nóis conversânu tudo se ajeita, e
rodando os pratinhos como se fosse
equilibrista de circo chinês.
Lula almoça com
Deus e janta com o
Diabo.
No almoço com Deus, os dois dividem um
pê éfe e uma
branquinha no boteco.
Lula reclama da vida, diz que o bolso tá vazio, pede uma grana emprestada ao Divino [
te devolvo na segunda, sem falta] e, no final, o
Ômi ainda paga a conta.
Depois é cada um pro seu lado e Lula dizendo, de longe:
a gente vai se falando aí, companhêro Deus, bora marcar, te ligo qualquer dia desses.Já com o Diabo o esquema é outro. Restaurante de bacana, à luz de velas, lagosta,
água perrier, troca de olhares, afagos de ego mútuo, cumplicidade, promessas, garantias...
Após a sobremesa, como
bons companheiros que são, saem juntinhos [
na minha casa ou na sua?], de mãos dadas.
E quem
paga a conta...