segunda-feira, 19 de janeiro de 2009

HUMOR NEGRO



A mudança chegou. A Obama-mania já é tão grande no mundo inteiro que até certas expressões de nítida conotação negativa - e/ou preconceituosa- já estão sofrendo uma espécie de correção semântica. Alguém duvida que falar em “humor negro” hoje só pode signficar esperança?

Acredito também que um novo “mercado negro” poderá surgir caso mr. president Barack consiga pôr nos eixos as finanças daquele país. Ou seja, vamos torcer pro sujeito mostrar serviço logo, até porque faz tempo que o banco central norte-americano não FED nem cheira.

Black is beautiful

Imagino os dois ícones do grupo de rap-protesto Public Enemy, Chuck D e Flavor Flav, compositores do hino Fight the Power, vendo que algo tão surreal como a posse de um presidente negro viesse a acontecer no "Iués Endêi" antes que o Eddie Murphy pudesse voltar a fazer um filme que prestasse, depois do Tira da Pesada 2 [ok, vai, teve Um Príncipe em Nova Iorque, que é bacana também... e só].

Em vez de bradar you got to fight da power, Chuck D já pode mudar o discurso pra algo do tipo:

- Obama is in da house, yo, mudafucka White House!


...ou seria Black House?

The change has come to America

Barack Hussein Obama é A esperança de milhões, ou melhor, bilhões de pessoas!, já que todas as nações, independente de sua relação [ou não-relação] político-social com os yankees [até Hugo Chavez se diz enamorado pelo charme do negão] esperam por mudanças reais nos rumos do planeta.

Fuckin’ HOPE, man.

Apenas em poucos lugares, como no Estado de Israel, o republicano John McCain, e não Obama, seria mais bem-vindo para substituir George Bush, o gatilho mais bêbado do Texas, como 44º presidente da história dos EUA.

É possível que, a partir de agora, não seja mais tão fácil para Israel conseguir aquele descontozinho camarada nos mísseis Patriot, os mesmos que realizaram em Gaza os famosos ataques "cirúrgicos" em escolas, hospitais, edifícios da ONU e galpões lotados de “perigosa” ajuda humanitária.

Black power

A influência que Barack já exerce no mundo, mesmo antes de ser empossado, é tamanha que, coincidentemente às vésperas da histórica data, tanto o Hamas quanto o governo de Israel já arrumaram um cessar-fogo às pressas, meio que mal-ajambrado pelo Egito, só naquela de vamos esperar pra ver o que o negão vai fazer agora com a gente.

Geral sabe que, se o homem quiser [yes, he's the man!], com uma simples canetada e dois telefonemas dá fim a essa palhaçadinha. Pelo menos num curto prazo.

Yes, he can

Vamos esperar que o clima seja favorável para que Obama assine o Protocolo de Kyoto, dê mais atenção a Rodada de Doha e conclua logo essa poha.

O nosso querido presidente 'Loolah' da Silva também está doido para discutir a Rodada de Pinga na mesa de bar e mostrar as maravilhas do biocombustível brasileiro ao seu mais novo amigo Baráqui. 'Loolah' quer provar que é possível encher a cara, digo, o carro de etanol, sem causar aquela incômoda dor de cabeça no dia seguinte. É dose! Mas Obama parece não gostar tanto da “mardita” como o 'ex-companheiro' Bush.

I had a dream

Não sou Martin Luther King, mas ontem eu tive um sonho. Surreal. Sonhei que Barack Hussein Obama chamaria apenas negros para os cargos de confiança, entre assessores, secretários de Estado e ministros.

Pensei, ainda inconsciente, no quão roots seria se Obama criasse o Ministério da Malandragem Down Tempo só para dar um cargo pro Snoop Dogg. O rapper P.I.M.P. só não poderia bater um lero tete-a-tete com o Gordon Brown sobre a afrodescendência do sobrenome do premier britânico, por exemplo, porque Snoop foi proibido de pisar na terra da Rainha há 3 anos. Coisa boba.

E nada de Michael Jordan pra ministro dos Esportes, seria muito óbvio. Eu sonhei que viveria num mundo onde meus filhos pudessem ver o Apollo Doutrinador representar com punhos de ferro esse papel, assim como eu o vi esmerdalhar aquela cara feia da boca torta do Stallone em Rocky I e II.

Mas, como todos sabemos, o american dream é uma ilusão. Por isso, na mesma noite eu tive um pesadelo.

Michael Jackson era ministro da Igualdade Racial.

- HIGH FIVE!

...

Marcus Losanoff

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